“Não tínhamos plano B: era para dar certo ou dar certo”.
Talvez você
nunca tenha ouvido falar da Prática, mas certamente já comeu um pão ou
refeição preparados num equipamento desenvolvido por André e Luiz
Rezende. Dois irmãos, filhos de pai empreendedor. Tinham tudo para dar
certo, mas até chegar lá os tropeços foram muitos.
A
história começou em casa, com o “Seu” Resende. Com muito orgulho ele
comentava seus planos e de repente aquilo começava a se tornar
realidade. Pensava grande quando isso nem era moda.
Formado
em engenharia, André voltou para Minas e montou seu primeiro
empreendimento com o irmão Luiz. Um magazine, que tinha na frente uma
panificadora bem moderna com toda a produção à vista. Num tempo de
inflação alta o negócio foi um desastre. Venderam tudo e compraram uma
fábrica de esquadrias. Também não deu retorno e foi vendida.
André
ficou com um pequeno galpão fabricando estantes de aço. E de novo foi
um erro. Com os equipamentos que sobraram começou a pensar em novos
caminhos. Lembrou da padaria do primeira loja e da conta de energia
caríssima da padaria. Com essa idéia na cabeça e sua formação de
engenheiro, começou a trabalhar no desenvolvimento de um forno mais
eficiente em consumo de energia. Acabou chegando num produto ainda
imperfeito. Produzir as primeira unidades era uma tarefa heróica: usavam
ventoinha de Fusca e vidro de Kombi. Quase uma tecnologia alemã, mas
era tudo do ferro velho. Foi o Day 1 da Prática.
Na
sequência um cliente pediu uma adaptação no forno de padaria para usar
em restaurantes. André viu que era uma oportunidade maior que a da
padaria. Desenvolveu um sistema bem simples que tornava o produto muito
bom com custo muito menor e desempenho semelhante. A chave do
desenvolvimento da empresa foi ter embarcado em duas tendências muito
fortes: refeições fora de casa e eficiência energética.
Nessa
época Luiz estava em Belo Horizonte, onde foi estudar engenharia
mecânica. Trabalhou em ótimas empresas onde aprendeu muito de indústria
e engenharia mas a questão de empreender estava presente o tempo todo.
De novo os irmãos se juntaram. E como lembra Luiz: “não tinha Plano B,
era para dar certo ou dar certo.”
Mas
logo veio o apagão com racionamento de energia. E eles só fabricavam
equipamento elétrico. Do dia para a noite as vendas foram a zero.
Resolveram desenvolver um forno a gás, conseguiram certificar os novos
equipamentos e lançaram no mercado. De lá para cá tiveram uma
trajetória mais regular de crescimento, agregando sempre novos produtos e
tecnologia.
André ressalta os
grandes desafios: “Cada vez que a empresa cresce ela precisa de uma
equipe diferente para atender as oportunidades que o tempo traz. A
estrutura de apoio ao empreendedorismo foi essencial e sempre usamos os
serviços do SEBRAE, Fundação Dom Cabral e Endeavor. Esses acessos nos
autorizam a continuar o sonho grande da Prática.”
Luiz
se orgulha de dizer que hoje “a fábrica está no estado da arte em
termos de tecnologia. Com 400 funcionários, a Prática é líder de
mercado e investe continuamente em inovação.”
Para
André, “uma das maiores tarefas dos empreendedores é achar gente boa,
alinhada com os valores, que compartilhe o mesmo sonho.” E ele faz
suspense do fim da história, que ainda está sendo criada na cabeça dos
irmãos empreendedores, lembrando os conselhos do pai: “as coisas
acontecem primeiro na cabeça e depois viram realidade.”
E
para encerrar Luiz revela com muita emoção, dois momentos importantes
da vida dos irmãos. Quer saber? Assista ao vídeo do Day1 da Prática.
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