Amigos Importunos? Não!!!
“Disse-lhes
também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe
disser: Amigo, empresta-me três pães, Pois que um amigo meu chegou a minha
casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; Se ele, respondendo de
dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos também
já estão deitados; não posso levantar-me para tos dar;
Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.” Lc 11.5-8
Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.” Lc 11.5-8
Por um grande período em minha caminhada Cristã o texto base
para minhas orações foi a parábola do “Amigo Importuno”, em Lc 11.5-8. A
mensagem que o texto me transmitia era: insista!
Insista!Peça, busque e bata!
Não pare de insistir! Seja um amigo importuno, este é o caminho para você
receber o que deseja! Pois bem, meu entendimento sobre o texto começou a mudar
quando percebi que as características do tal amigo importuno não me agradavam
muito, pois procurava alguém a meia-noite para pedir emprestado três pães, pois
não tinha nada a oferecer a um outro amigo que vinha lhe visitar. Pedir
emprestado? Como assim? Isto é um pedido ou uma barganha? Algo estava errado
com interpretação que eu carregava daquele texto.
A minha dificuldade piorou quando me detive no personagem
que tipifica Deus na parábola, aquele a quem é feito o pedido. A resposta “não
me importunes, a porta já está fechada e meus filhos comigo também já estão
deitados” não batia com a figura de um Deus gracioso e amoroso que o evangelho
me revelava, parecia mais um Deus distante e impaciente.
A primeira dificuldade que precisei enfrentar para ter uma
compreensão melhor do texto foi a do tempo. Precisei responder questões como:
Jesus falava para pessoas que já haviam experimentado a graça proveniente da
cruz ou não? Tais pessoas já eram novas criaturas e já haviam recebido o
Espírito Santo? A obra da cruz já havia sido concretizada? A resposta para
todas estas perguntas era sempre “Não”. No momento em que Jesus ensinava por
esta parábola, ele ensinava as pessoas que viviam antes de sua morte e
ressurreição a orarem a Deus! A reconciliação ainda não havia acontecido pelo
seu sangue!
Uma segunda questão veio em meu espírito como uma brisa:
Onde você está na parábola? Apesar de Cristo estar falando para pessoas antes
da regeneração da Nova Aliança, busquei responder tal questão e foi então que
um frase destacou no texto: “meus filhos também já estão deitados”. Sim!
Lembrei que em todo o contexto bíblico da Nova Aliança a maior mensagem de meu
relacionamento com Deus é a de ser filho de Deus... “e todos quantos o
receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus...” (Jo 1,12)
Toda vez que pedia algo ao Senhor, minha fé era limitada
pela minha falta de insistência, e ainda, por mais insistente que fosse, minha
postura incorreta diante do Pai me tiravam todo ânimo de me relacionar com Ele.
Hoje aprendi a orar como filho! A me achegar a Deus como filho e não como um
amigo para importunar-lhe. Nesta parábola, nós que cremos em Jesus estamos
tranqüilos, protegidos, supridos e descansando na casa de nosso Pai.
Meditação Elaborada: Giovani Teixeira
Pastor da Igreja: Restauração
Faça como ele, envie seu pensamento. Compartilhe sua idéia.
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